Bem vindos

Obrigada pela visita. Sintam se a vontade para: comentar, dar dicas, trocar experiências...
Espero poder contribuir na caminhada de todos os leitores, assim como tenho recebido contribuições na minha busca pelos meus objetivos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Fim de ano Chegando, algumas reflexões...

         Buenas amores da minha vida? Passando para dar uma atualizada nas novidades, como comentei no ultimo post, iniciei a dieta paleolítica e tem sido bem legal, esse mês me senti menos ansiosa, sem tanta vontade de comer doces e com mais disposição pra treinar. Fazendo um balanço foi um mês bem positivo. Fecho o mês com cinco quilos a menos na balança e quatro centímetros a menos de quadril. 
             Meus treinos ainda não estão 100% por causa da minha mão, mas aos poucos tudo se encaixa e a vida segue seu rumo. Tive um ano bem difícil, parece que tudo resolveu acontecer neste 2014. Foram muitos desafios e muitos aprendizados. Pude repensar muitas coisas, sobre tudo, inclusive sobre alimentação e sobre os padrões que venho repetindo. Por mais tumultuado que tenha sido esse ano, estou grata e aprendendo a confiar no mistério. Nem sempre as coisas acontecem como a gente gostaria, mas aprendi que quando a gente se entrega e deixa as coisas fluírem elas acontecem da melhor maneira possível. 
           
 A vida é um grande aprendizado, a gente tem que escolher se aprende pela dor ou pelo amor. Os sinais estão sempre ai, na nossa cara e cada vez que nos negamos a aprender a lição eles vem mais fortes, tive que quebrar um braço pra aprender e parar e pedir ajuda. Para aprender a silenciar e ouvir o que meu coração estava pedindo. Para me dar conta de que estava num ritmo muito acelerado e que minha vida estava completamente sem sentido. Somente quando fui obrigada a parar e olhar pude ter essas percepções. Foi duro, mas estou mais forte e confiante.
                   

sábado, 8 de novembro de 2014

Dieta Paleolitica

                Buenas povo, como falei no post anterior passei um tempinho de molho por causa do braço quebrado, foram os 60 dias mais longos da minha vida, hehehehe! Mas passou e aos poucos estou voltando a minha rotina normal. Tenho ainda algumas sessões de fisioterapia pra voltar a ter todos os movimentos da mão, ainda falta um pouco de força e dói em alguns movimentos, mas nada grave. Em breve estarei com pique total nos treinos. Mas isso era só pra atualizar sobre como anda a bagunça da minha vida. Enfim assisti uma  palestra hoje com o Dr. José Carlos Souto sobre dieta Paleolítica, já ouviram falar? Ele publica esse blog aqui:

A ideia é basicamente se livrar dos alimentos processados e voltar a ter uma alimentação mais saudável e voltada ao o que nosso corpo já estava adaptado evolutivamente, uma dieta baseada em carnes, frutas e raízes, que eram o que nossos ancestrais comiam antes da invenção da agricultura. Gostei muito da proposta e tem bastante embasamento teórico, não parece só ser mais uma dessas dietas da moda. Como meu treinamento é bem pesado, não consigo me manter um uma dieta muito restritiva, isso já percebi a algum tempo, sempre acabo me sabotando, porque acabo ficando com fome. Enfim vou testar e ver o que acontece... Hehehe! E vou atualizando vocês. Beijos e até mais! 

sábado, 20 de setembro de 2014

Atualizando

                 Buenas povo, como vamos indo? Eu dei uma sumida mais uma vez, porque  cai um tombo ridículo, mas ridículo mesmo e quebrei o braço e fica meio difícil digitar com um braço só... Hehehehe! Estava em casa, colocando uma faixa na minha janela e cai sentada pra trás sobre a minha mão, tive uma fratura no escafoide e na cabeça do radio bem feia. O medico até achou que teria que fazer uma cirurgia, mas ainda bem que não foi preciso. Estava meio assustada com a ideia. 
           
Pra alguém que nunca para, essas paradas obrigatórias são muito difíceis. Estou quase surtando. Parece que a vida anda brigando comigo e não facilita em nada, é tanta coisa acontecendo que não dá nem tempo de comemorar, aquela velha história que já havia falado antes, parece que fico dando voltas em círculos, quando acho que as coisas vão engrenar acontece uma coisa dessas e me tira completamento do rumo que estava tomando. Não sei ao certo qual a lição e o aprendizado para tirar disso tudo e ainda estou tentando entender   Mas estou aproveitando pra repensar um monte de coisas . E aproveitando pra colocar as leituras em dia e dormindo bastante. Estava num ritmo tão intenso de trabalho e estudos que não tinha nem tempo pra respirar. E o corpo de certa forma solicitou essa parada. As vezes a gente não presta atenção nos sinais. Enfim, ainda tenho mais duas semanas com esse gesso e depois fisioterapia, pra só depois poder voltar a treinar. Vamos lá vivendo um dia de cada vez e tentando entender os recados do universo. Até mais! Bjussss

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Encerrando ciclos!!!

            Buenas, meu povo... Como vamos indo? Muita coisa aconteceu desde que criei esse blog em agosto de 2009. Foram processos intensos de transformação, minha vida passou por tantos altos e baixos, tive tantas alegrias e outras tantas decepções. Mas esse é o ciclo da vida, não é mesmo? Uma longa caminhada de muitos aprendizados. Demorei muito para entender que no final é a jornada que realmente importa e que tudo que realmente preciso já estava dentro de mim.
                Em julho deste ano, eu encerrei mais um ciclo, de uma jornada de auto conhecimento que iniciou em 2011 nas Tendas da Terra e teve continuidade nas Tendas da Lua em 2012. Foram quatro  anos mergulhando nas profundezas da minha alma e olhando meus lados mais sombrios. Foi um processo muito doloroso, revistei muitas feridas e magoas, mas pude olhar para minha menina ferida e dar colo pra ela, pude entrar em contato com partes minhas que a muito estavam esquecidas e negadas. 
               Hoje estou mais próxima da mulher que quero ser, porque estou  conseguindo  integrar alguns pedaços dessa concha de retalhos que é a existência humana. Aprendi a estabelecer laços sinceros de amizade, aprendi a confiar em outras mulheres e estou a cada aprendendo a ser mulher e aceitar meu feminino de forma plena e inteira. Sem julgamentos ou criticas. 
                 Segue uma cena de um filme que amo que sempre me ajuda a entender um pouco dos meus processos. 
video

Pra quem tiver interesse em conhecer esse trabalho transformador fica o convite: Todos os anos em março, acontece a palestra de sensibilização. É uma palestra gratuita, para a apresentação do trabalho que é feito. Acessem o site para maiores informações: 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Contribuam com nossa Vakinha!!!


           
 Gente, vou compartilhar com vocês um pouquinho da minha história com o Powerlifting, e o porquê estou engajada nessa campanha para arrecadar fundos para a Aliança Nacional da força (ANF). Até 2009 eu era uma pessoa sedentária e com uma aversão total a todo tipo de exercícios, estava obesa, com pressão alta, muitas dores nas articulações, e com uma profunda depressão, no entanto não me adaptava a nenhum tipo de academia, não gostava do ambiente e nem do tipo de pessoas que as frequentavam. 

                Na busca em sair do fundo do poço comecei a treinar, no inicio em uma academia mais voltada para o fisiculturismo, me encantei pela intensidade dos treinos, pelo jeito do professor, por esse mundo totalmente novo pra mim. Comecei a me interessar sobre a motivação para o exercício físico e resolvi me aprofundar mais, iniciei o curso Educação Física na UFRGS em 2010. 
Em 2011 pesquisando sobre como vencer a depressão através do exercício físico me deparei com esse textohttp://revistatrip.uol.com.br/revista/196/reportagens/ela-tem-a-forca.html. Através dele pude conhecer um pouco sobre a Dr. Marilia Coutinho e simplesmente apaixonei por ela, pela sua garra, pela sua determinação, pela sua força. Comecei a ler tudo que eu encontrava sobre. Em 2013, me organizei e fui fazer um curso da MAD em SP – Uma das melhores experiências da minha vida – Onde fui apresentada ao Powerlifting e a Marilia.
                  Em outubro do mesmo ano, participei do meu primeiro campeonato pela ANF como atleta e arbitra algo que tenho imenso orgulho. Até então nunca tinha pensado na possibilidade de competir, foi algo completamente novo na minha vida. E por acreditar muito nesse esporte e na ANF que peço a colaboração de vocês.
Nossa Vakinha está crescendo e isso me deixa muito orgulhosa!!!
Contribuam!!!
Compartilhem!!!


terça-feira, 17 de junho de 2014

O peso das Dietas


              Gurias, acabei de assistir e achei simplesmente fantástico, vale muito a pena tirar um tempinho e repensar algumas coisas que estamos fazendo com nós mesmas... Mas uma das principais frases que me marcaram mais foi: "Se você está triste, você não precisa comer, você pode chorar"... Tantas e tantas vezes, não nos permitimos expressar o que estamos sentindo e acabamos descontando tudo na comida, acho que tá na hora de rever alguns conceitos. Bjos






terça-feira, 10 de junho de 2014

Carta a uma uma mãe

Achei esse texto por um acaso e resolvi compartilhar com vocês... É lindo e tocante, e pode nos ajudar a refletir sobre nossas questões! Bjos!!!

"Querida mãe,
Eu tinha sete anos quando descobri que você era gorda, feia e horrorosa.
Até então, eu acreditava que você era linda – em todos os sentidos da palavra. Eu lembro de fuçar os antigos álbuns e ficar um bom tempo olhando para fotos suas no deck de um barco. Seu maiô branco, tomara que caia, parecia glamuroso como o de uma estrela de cinema. Sempre que eu tinha a chance, tirava aquele maiô maravilhoso do fundo do seu armário e ficava imaginando quando é que eu seria grande o suficiente para vesti-lo, quando é que eu seria como você.
Mas numa noite, tudo isso mudou. Estávamos todos vestidos para uma festa e você me disse: “Olha para você, tão magra e bonita. E olha para mim, gorda, feia, horrorosa.”
De primeira, não entendi o que você quis dizer.
“Você não é gorda.” – eu disse, inocente e com sinceridade – ao que você respondeu, “Sim, eu sou, querida. Sempre fui gorda, desde criança.”
Nos dias seguintes, eu tive algumas revelações doloridas, que moldaram a minha vida toda. Concluí que:
1. você deveria ser mesmo gorda, porque mães não mentem.
2. gordo é sinônimo de feio e horroroso.
3. quando eu crescesse, seria como você e, portanto, seria gorda, feia e horrorosa também.
Passados alguns anos, eu revivi essa conversa e todas as centenas de outras que vieram depois e tive muita raiva de você. Por não se julgar atraente ou digna de atenção. Por ser tão insegura. Porque, como meu grande modelo de mulher, você me ensinou a agir assim também.
A cada careta que você fazia em frente ao espelho, a cada nova dieta do momento que iria mudar sua vida, a cada colherada culpada de “ai, eu não devia”, eu aprendia que mulheres deveriam ser magras para serem dignas e socialmente aceitas. Que meninas deveriam passar por privações porque a maior contribuição delas para o mundo era a aparência física.

Exatamente como você, eu passei a minha vida inteira me sentindo gorda – (nem sei quando foi que “gorda” se tornou um sentimento). E porque eu acreditava que era gorda, também me achava imprestável.
Mas os anos se passaram. Sou mãe. E sei que te culpar por minha péssima relação com meu corpo é inútil e injusto. Hoje entendo que você também é um produto de uma longa linhagem de mulheres que foram ensinadas a se odiar.
Olha só para o exemplo que a vovó te deu. Era uma vítima da própria aparência, e fez regime todos os dias da vida dela até morrer, aos 79 anos. Costumava se maquiar para ir ao correio, por medo de alguém vê-la de cara lavada.
Eu lembro do “suporte” que ela te deu quando você anunciou que papai tinha te deixado por outra mulher. O primeiro comentário dela foi, “Eu não entendo porque ele te deixaria. Você se cuida, usa batom. Entendo que você esteja acima do peso, mas não é muito.”
Papai também não te acalentava.
“Meu Deus, Jan”, uma vez ouvi ele te dizer. “Não é difícil. Calorias consumidas x calorias gastas. Se você quer perder peso, você só tem que comer menos.”
Aquela noite, no jantar, eu assisti você implementar essa dica milagrosa de emagrecimento do papai. Você preparou um chow mein para o jantar (se lembra como, nos anos 80, no subúrbio da Austrália, essa combinação de carne moída, repolho e shoyu era considerada o melhor da culinária exótica?). A comida de todo mundo estava em um prato comum, mas a sua estava em um pratinho de sobremesa.
Enquanto você sentava em frente a sua patética porção de carne moída, lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Eu não disse nada. Nem quando os seus ombros começaram a curvar por causa do seu incomodo. Ninguém te amparou. Ninguém te disse para deixar de ser ridícula e se servir um prato decente. Ninguém te disse que você já era amada, já era boa o suficiente. Suas conquistas e seu valor – como professora de crianças com necessidades especiais e mãe de três filhos – eram repetidamente reduzidas à insignificância quando comparadas aos centímetros de cintura que você não conseguia perder.
Me despedaçou o coração testemunhar seu desespero, e sinto muito por não ter te defendido. Eu já tinha aprendido, àquela altura, que você ser gorda era culpa sua. Eu tinha ouvido papai falar de perder peso como um processo “muito simples” – coisa que, ainda assim, você não conseguia fazer. A lição: você não merecia comer e com certeza não merecia nenhuma compreensão.
Mas eu estava errada, mãe. Hoje eu entendo o que é crescer em uma sociedade que diz para as mulheres que a beleza delas é o que mais importa, e, ao mesmo tempo, define padrões estéticos absoluta e eternamente fora de alcance. Eu também entendo a dor que é internalizar essas mensagens. Nós acabamos nos tornando nossos próprios carcereiros e nos impomos punições sempre que não conseguimos chegar lá. Ninguém é mais cruel conosco do que nós mesmas.
Mas essa maluquice precisa acabar, mãe.
Acaba com você, acaba comigo. Acaba agora. Merecemos mais – mais que ter dias horríveis por pensamentos ligados a nossa péssima forma física, desejando que ela fosse diferente. E não é mais só sobre você e eu. É também sobre a Violet. Sua neta tem apenas 3 anos e eu não quero que esse ódio ao corpo tome conta dela e estrangule sua felicidade, sua confiança, seu potencial. Eu não quero que ela acredite que a aparência é o maior ativo que ela possui, e que vai definir o valor dela no mundo. Quando a Violet nos olha para aprender a ser uma mulher, precisamos ser os melhores modelos que pudermos. Precisamos mostrar para ela, com palavras e com as nossas ações, que as mulheres são boas o suficiente exatamente como são. E para ela acreditar, nós precisamos acreditar primeiro.
Quanto mais velhas ficamos, mais pessoas queridas perdemos, doentes ou em acidentes. A perda é sempre trágica, sempre muito precoce. Às vezes eu penso o que essas pessoas não dariam para ter mais tempo num corpo saudável. Um corpo que as permitisse viver um pouco mais. O tamanho das coxas ou os pés de galinha não importariam. Seria vivo, e portanto seria perfeito.
O seu corpo é perfeito.
Ele te permite desarmar todo mundo com seu sorriso, contaminar cada um com sua risada. Te dá seus braços para envolver a Violet e apertá-la até ela gargalhar. Cada momento que gastamos nos preocupando com a nossa forma física é um momento jogado fora, um pedaço precioso de vida que a gente não vai recuperar nunca mais.
Vamos honrar e respeitar nossos corpos pelo que eles fazem ao invés de desprezá-los pelo que eles são. Vamos manter o foco em viver vidas saudáveis e ativas, deixar nosso peso de lado e largar nosso ódio ao corpo no passado, que é onde ele merece ficar.
Quando eu olhava para aquela foto sua de maiô branco anos atrás, meus olhos inocentes de criança enxergavam a verdade. Eu via amor incondicional, beleza e sabedoria. Eu via a minha mãe.
Com amor,
Kasey."

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pois então...

             Buenas meu povo, desta vez eu desapareci por um bom tempo, mas realmente tava me sentindo sem nada pra dizer pra vocês, até vinha dar uma olhada no blog e não tava fluindo, não tava nem conseguindo escrever. Esse ano começou todo errado, parece que nada faz sentido. A perda da vó ainda tá doendo e ainda não sei trabalhar com esses sentimentos, e como sempre minha maneira de preencher vazios é com muita comida... É um padrão que venho repetindo por muitos e muitos anos. Sempre andando em círculos. Repetindo, repetindo, repetindo.
           
Desde o inicio, esse ano começou difícil, coisas estragando, roubaram minha bike, sensação de que tá tudo dando errado, mas no último domingo dia 13.04.14, tentaram me assaltar na redenção, e eu  não tinha nada comigo, só minha mateira, pedi pra ele se acalmar porque eu não tinha nada pra ele levar, mas então ele foi muito agressivo e partiu pra cima de mim com uma faca, gritando então vou te furar vadia, puta... Esquivei e me defendi como pude, mas acabei levando uma facada na mão e uma na coxa, por sorte os carros começaram a buzinar e ele fugiu pra dentro da redenção.
              Mas enfim, voltei para cá porque tô precisando muito de colo e aqui sempre tive um acolhimento de vocês, é difícil pra mim que sempre fui uma pessoa "forte" dizer o quanto está se sentindo fragilizada, mas sim, estou me sentindo fraca e impotente diante de tantas coisas que tem se apresentado na minha vida. Não sei viver assim. Me sinto como se não houvesse luz no fim do túnel, como se não houvesse para onde correr. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Reflexões sobre o luto...

             
Passaram se trinta dias desde que minha mãezinha do coração faleceu, ela partiu dia dezesseis de janeiro de 2014, queria ter escrito algo antes, mas cada vez que tentava começava a chorar... Não que agora tenha passado minha tristeza, mas a vida tem que seguir e nos que aqui ficamos temos que seguir em frente. Minha vó foi um exemplo de força e coragem pra mim. Me ensinou a ser forte e ir atrás dos meus objetivos. Se hoje sou quem eu sou, devo muito a influencia dessa mulher. Minha vó, apesar da crença dela, me ensinou a ser feminista, me ensinou que eu nunca devia depender de ninguém, me ensinou que a gente tem que sempre lutar pelo que acredita, mesmo que estejamos sozinhas na luta. Não importa o quanto seja difícil, se tivermos fé e o coração aberto, as coisas acontecem. Foi uma grande mestra e realmente sou grata por tudo que aprendi ao lado dela. 
              Quero compartilhar um pouquinho da historia dessa mulher com vocês... Ela nasceu em Bagé em 1938, família pobre cresceu dentro da charqueada. Fez só o ginásio como gostava de dizer, mas naquela época com o ginásio tu podia dar aulas no primário.Casou-se e veio morar em Porto Alegre, era seu sonho sair da charqueada. Teve sete filhos, sempre morando de favor nos fundos das igrejas que congregavam, sempre tentando se virar da melhor maneira que podia. Criou os filhos, o tempo passou, eu só entro nessa historia muito tempo depois em 1983, sou a primeira neta e filha como ela sempre gostou de reforçar. Quando eu nasci, ela morava em Guaíba, minha mãe trabalhava em Porto Alegre, ela quem me cuidou desde sempre, quando minha mãe resolveu mudar para sapiranga, ela mudou-se para Campo Bom para poder continuar me cuidando. 
          Sempre fomos muito pobres, quando nos mudamos para Campo Bom morávamos num porão horrível, úmido e escuro, as lembranças desta época não muito claras na minha memoria, mas lembro de como era difícil tudo ali. E ela cansada daquela situação difícil um belo dia resolveu que iria trabalhar,  resolveu estudar para um concurso para ser servente na prefeitura da cidade e se dedicou e conseguiu, antes somente meu Vô e alguns tios meus trabalhavam, ela mudou a história da família quando resolveu trabalhar, saímos daquele porão horrível e fomos morar no centro da cidade. A história é cheia de voltas, cheia de altos e baixos como todas as histórias familiares, muita coisa eu não lembro, mas lembro que ela sempre foi um exemplo de força pra mim.
                Meu vô adoeceu e ela foi muito mais guerreira ainda, cuidou dele por seis anos de uma diabete que foi degenerando tudo, no final do ano passado ele piorou muito e veio a falecer em setembro de 2013. Minha vó tinha descoberto que estava com câncer em junho, ela continuou cuidando dele como pode, mas já não tinha mais forças, pra mim foi muito duro ver meu referencial de força tão frágil... Tive uma fase difícil no inicio da doença dela, não queria nem visita-la, era doloroso demais. Se eu fosse parar para contar todas as histórias de dessa mulher acho que escrevia um livro, mas aqui só quis compartilhar um pouquinho da história da pessoa mais importante da minha vida. E fazer essa pequena homenagem.





quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fases da aceitação da R.A

          Buenas, meu povo, ainda estou buscando o equilíbrio depois das festas de fim de ano, ainda estou readaptando os treinos por causa da lesão no pé, enfim aos pouco as coisas vão voltando para os eixos, né? Ao menos é que se espera... kkkkkkkkkkk! Quero manter uma visita pelo menos quinzenal por aqui... nem sempre consigo, vocês sabem e principalmente depois que começarem as aulas, as coisas sempre complicam ainda mais, mas aos trancos e barrancos vamos organizando as coisas! Heheheh
             Passeando pelos blog, vistando a gente sempre encontra coisas muito interessantes... Mas esse post da Izabela tá simplesmente fantástico, tanto que resolvi compartilhar com vocês, porque descreve de forma simples as fases que a gente passa quando decide fazer uma R.A. De uma maneira ou outra todas estamos ou passamos por alguma dessas fases, não concordam? Bjos e até a proxima!!!

Fases da aceitação da R.A

Negação


Oi ? 

Quem precisa de reaprender a comer aqui????????????
A unica coisa que eu sei nesta vida melhor que todo mundo, T-O-D-O  mundo é comer.
Inclusive misturo coisas! Simmm, coisas que ninguém ousaria misturar na vida e como assim. Feliz.
E mais. A quantidade nenhuma franguinha dessas me supera. Como um boi inteiro.
Aff ... aprender a comer . EU ?

Never....

Raiva

Poxa vida, ca-ra!
Quem foi que teve a ideia de que precisamos estocar energia em forma de gordura?????????
Que puta falta de sacanagem é essa????? Aquela menina come de tudo é uma vara pau e eu não posso comer uma balinha macia.
Fodas! Fo-das todo mundo!
Mundo injusto!  Odeio meu corpo me odeio e de quebra odeio essa menina ai ó!

Barganha

Já sei, quem precisa de Reeducação?
Vou comer o que quero e fazer atividade física pra compensar. 
Tranquilo demais. Achei a formula. 
Vou comer tudo que quero. Ou quase tudo pois quando for muito calórico vou fazer a lei da compensação ! Como menos em uma refeição e na outra posso comer a vontade uhullllll.
Sou foda  !

Depressão

Eu não sei o que me aconteceeeeeeeeeeeeeee
por que eu to fazendo tudo certinho e continuo assimmmmm
o peso nao abaixa. 
So penso em comer. Sou esse lixo de mulher.
De pessoa. Sou uma vergonha! Não tenho objetivos.
Não mereço viver em sociedade. 
Ai como sou feia. Ai que loucura. Ai como sou sem graça.
Ai ai ai .... Buahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Vou me trancar no quarto e nunca vou sair!!!!
Marido? filhos? to nem ai!!!!
So quero ficar aqui prostrada !

e

finalmente a  Aceitação

Nãoooooooooooooooooooooooooooooo!
Não nasci pra me esconder.
Vou mudar! E É agora!
Vou fazer diferente. Preciso reaprender a comer pois estou errada! Estive errada esse tempo todo. Sobre comida, sobre viver sobre quem eu sou.
Preciso me organizar.
Preciso de ajuda. Preciso de gente como eu. Preciso escrever meu dia a dia. Meu cardápio preciso de ter ajuda!
Vou ao nutricionista. Vou aprender a ter uma rotina melhor.
Quero viver. Quero ver meu filho crescer. 
Quero me amar. Agora vai! A nova fulana de tal.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Voltando... Que comece o ano!!!!

                  Buenas meu povo... Mais uma vez dei aquela sumida, mas andava meio deprê pra escrever, sem vontade nenhuma de aparecer por aqui. Desculpem o abandono, mas tem momentos que a gente precisa ficar mais recolhida mesmo. As coisas não estavam fluindo como eu gostaria e a motivação pra passar por aqui foi a zero. Ainda estou tentando me entender e entender os processos de auto sabotagem que ocorrem na minha existência, as vezes a minha razão não consegue acompanhar tantas voltas que a minha vida costuma dar. 
                 Mas então pra atualizar, tive uma lesão no pé, e não consegui treinar por um mês e uma semana, e voltei a treinar mesmo estando lesionada, pois estava a ponto de surtar tanto tempo sem treino, sim, treinar virou um vicio... Hehehhehe! Estou com esporão, alguém já ouviu falar? É como se fosse um calo, mas é no osso. Nos primeiros dias achei que tinha uma pedra no meu sapato, era só um incomodo, mas o troço foi piorando até que eu não conseguia mais colocar o pé no chão. Eu tava num ritmo de treino tri bom, correndo e treinando na academia todos os dias. Essa parada nos treinos mais as festas de fim de ano me renderam sete quilos... Aff, agora estou tentando voltar aos poucos, meu pé ainda não está 100%, vou ter que fazer mais algumas sessões de fisioterapia ainda, mas ao menos consegui voltar a treinar, as corridas estão paradas por enquanto. 
                Não passei aqui pra contar, mas meu aniver é dia 26 de Dezembro, e esse ano resolvi fazer uma festa na Woodoo, e foi muito tri, dificilmente comemoro meu aniversário por ser uma dada muito ruim e quase nunca tem ninguém na cidade, como eu sempre brinco, ou as pessoas estão viajando ou estão de ressaca, mas dessa vez quis me dar essa presente e foi muito legal. Coloco aqui algumas fotinhos da festa!!!
Bom, eu sei que sempre prometo voltar com mais frequência e quase nunca consigo cumprir, mas vou fazer um esforço... Esse cantinho é sempre terapêutico pra mim. Bjos e até a próxima!!!!




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Compromisso Pessoal

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